“No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar , um estribilho antigo , um carinho no momento preciso, o folhear de um livro de poemas, o cheiro que tinha um dia o próprio vento”…Mário de Andrade

Saber amar

Todas as formas de se controlar alguém só trazem um amor vázio.

Saber amar é saber deixar alguém te amar …

Mãe

 
Mãe. Palavrinha mágica essa. Acredito que nem todas as mulheres que colocam um filho no mundo são mães.  Mãe é cuidado, é amor, é proteção, nem sempre compreensão, mas aceitação. 
 
Mãe é aquela pessoa que pensa no seu filhote mesmo antes dele nascer.  Há dias em que ela se pega pensando no nome que ele vai ter, e fica por horas divagando sobre isso, mais ou menos assim:  “Se for menina será  Maria ou Maria Victória, ou Carolina. E se for menino, talvez Lucas, hum não! Talvez o nome do pai”. 
 
Mãe que é mãe, é cuidadosa na escolha do seu companheiro, sempre pensa: “será que ele será um bom pai?”.  Se ela não acreditar nisso, esquece, sem chances honey! Desde os primórdios é assim.  
 
Mãe transcende á tudo aquilo que a gente possa tentar definir ou imaginar. Não tem viagem a Paris, roupa cara, show do Roberto Carlos em cruzeiro na costa do nordeste, não há nada nesse mundo que ela troque pelo sorriso e bem estar do seu filhote. Todo bebê tem cara de joelho, menos o dela. 
 
Mães emprestam seu corpo por nove meses, engordam, ficam pesadas e se brincar desejam que o bebê fique dentro delas por mais tempo, só pra estarem protegidos e guardados de todos os males desse mundo. 
 
Mãe, esse ser mágico grita de dor pra vê-lo vir ao mundo e quando olha aquele rostinho que só consegue dizer sem palavras “você cuida de mim”, elas se derretem, e com os olhos cheios de lágrimas, o sorriso que quase chega a orelha (vai entender?), também dizem com o olhar “sim , meu filho eu cuido de você” 
 
Filho não precisa saber falar pra que mãe saiba o que ele precisa. Ela sabe de olhar se é dor, se é fome, se é frio.  É atenta a cada sinal. E chora, muitas vezes desconsolada,  se porventura  não consegue entender um desses sinais, por menor que seja.  O desconsolo nem sempre vem por não entender , mas por nem sempre conseguir resolver o desconforto que o filhote passa.  Quem nunca viu uma mãe chorar porque o recém nascido está com uma cólica que demora a passar?  
 
Mãe que é mãe não quer que o filho cresça, ela sabe que pequeno ele dá trabalho porque tem que cuidar, dar banho, juntar os brinquedos espalhados pela casa , dar bronca pelo desperdício do pacotes de bolacha ,  mas o importante é que ele está ali, pertinho dela, sendo cuidado. Mas grande, ah ele grande! Dá preocupação. Onde ele está, com quem está, fazendo o quê? Passam a noite acordadas esperando o filho chegar da balada. Quando eles casam por mais que não digam, ficam preocupadas se a nora cozinha bem, se o marido cuida direito.
 
Ser mãe também não é só padecer no paraíso. Elas não só se preocupam, mas vibram com um felicidade sem definição com as conquistas do fedelho que a engordou um dia. É a apresentação de teatro na escola, o vestibular, a formatura, o emprego bacana, o primeiro neto.  Quem pode definir ou mensurar a felicidade que essas mulheres sentem ao ver as realizações na vida de seus filhotes. Qualquer definição pra isso seria muito rasa , eu nem me arrisco. 
           
Eu poderia ficar aqui a noite toda escrevendo sobre este ser mágico, que dá a vida, que cuida, que ama incondicionalmente. Que por mais que padeça e se alegre nesse paraíso que é ser mãe, não abre mão disso por nada nesse mundo. 
 
A todas as mães,
 
As que ainda não tem filhos, mas já os imaginam. As que são mães solteiras, por tantas circunstâncias da vida, e por isso também muito guerreiras. As que são tão somente mães, que estão do lado de seus filhotes em toda e qualquer situação. 
 
A vocês, um feliz dia das mães.
Helen Carolina
 
Ps: Amigos e mamães,  esse texto eu escrevi exatamente há poucos minutos atrás. Não fiz revisão e por ser agora 00:16 tbm não vou fazer. Desculpem os erros que eu ainda não corrigi. Tenho que dormir e levantar cedo pra ajudar no almoço de dia das mães aq em casa.
Deus abençoe mto vcs e que  tenham um excelente domingo de dia das mães , com mta confraternização em família.  

Boas notícias

    Diante de tanta violência, preconceitos, fanatismos , egoísmo,  mal carátismos e tantos ismos que temos presenciado aflorar da natureza humana. Isso de norte a sul , de leste a oeste , de continente a continente. Diante de tanta desumanidade cometida por nossa humanidade, é muito bom ver notícias como esta:    Arrependido, ladrão devolve dinheiro às vítimas 15 anos depois.

A gente até pensa: Tem jeito!!!!  

 

Meme e a minha estante

   A  Pathy  pediu pra eu indicar os 5 melhores livros da minha estante. Devo dizer que esta tarefa não foi muito fácil , não que eu tenha muitos livros , mas são poucos dos que tenho que eu não gosto. Enfim , vamos a tarefa.  

José Saramago – Ensaio Sobre a cegueira.  Sem dúvida um dos melhores livros que li na minha vida.  Uma ficção mais que real. O retrato da nossa sociedade,  acometida por uma cegueira branca.  Não cegueira de olhos , mas uma cegueira de percepção, de si mesmo e do outro (Cegos que vêem , cegos que vendo não vêem” pág 310).  O perfeito retrato desse tempo sombrio de embrutecimento de alma que vivemos.   Ao mesmo tempo que choca,  o autor nos faz pensar em um retorno.  Retornar àquilo que perdemos com nossa suposta inteligência e evolução, mas esse retorno talvez só se dê quando a humanidade se encontrar em um verdadeiro caos.   

Gabriel Garcia Marques – Memória de minhas putas tristes.  De fácil leitura , um livro envolvente, desses pra se ler deitado na rede numa tarde de domingo. Mostra um amor contemplativo, coisa tão doce e tão rara.  Esse também me faz pensar que cedo ou tarde o amor chega, e não se engane chega pra todo mundo. O protagonista dessa história é um jovem senhor de 90 anos, rs.   “O sangue circulava por suas veias com a fluidez de uma canção que se ramificava até os âmbitos mais recônditos de seu corpo e voltava ao coração purificado pelo amor. pág 72” 

C.S Lewis – Os quatro amores.  Análise desse brilhante escritor sobre: Amizade, Eros, Afeição e caridade.  Em 2006 postei um trecho deste livro aqui . No mínimo intrigante.

Friedrich Nietzsche – Assim falou Zaratustra.  Não é gostoso de ler, por vezes é cansativo, dá vontade de desistir, mas sem dúvida é enriquecedor. Sou cristã e tem horas que é difícil engolir o protagonista de Nietzsche, Zaratustra, a criticar ferrenhamente o cristianismo, porém é uma delicia entender a proposta de superação  do autor. É uma filosofia de superação da fraqueza, do aprendizado de andar com as duas pernas que se tem, de ser o que se é. Nietzche vai muito além do maniqueísmo de dividir o mundo em  “bem e mal”.  “Que a minha doutrina é esta: O que quer aprender a voar um dia , deve desde logo aprender a ter se de pé , a andar , a correr , a saltar , a trepar e a bailar; não se aprende a voar logo à primeira. pág 152.”   

 Zygmunt Bauman – Amor líquido, Sobre a fragilidade dos laços humanos. Análise sobre os relacionamentos pós modernos.  Aqui Bauman fala de sujeitos ávidos por se relacionar, porém sem querer se comprometer. A insegurança bateu a porta de quase todo mundo, uma geração de gente machucada.  É muito fácil apertar a tecla del, porém as conseqüências estão fazendo minha classe profissional lucrar bastante (como psicológa fome eu não vou passar , rs).

“… Desesperados por terem sido abandonados aos seus próprios sentidos e sentimentos facilmente descartáveis, ansiando pela segurança do convívio e pela mão amiga com que possam contar num momento de aflição, desesperados por “relacionar-se”. E, no entanto desconfiados da condição de estar ligado… pág 8”         

   Pronto. Aí estão os que julgo os melhores da minha estante. Agora a tarefa mais difícil, indicar o pior, mas vamos lá.  Li um livro não muito feliz quando adolescente, o autor se chamava,  Joshua Harris.  É melhor eu não contar o titulo prá não correr o risco de ninguém querer comprar , rs.

Agradável surpresa!

Primeiro gostaria muito de agradecer a Pathy pelo selo dedicado ao meu blog.  Recebê-lo foi uma grande surpresa. Primeiro  porque não tenho e nem nunca tive pretensões literárias. Não escrevo com técnica, não sou poeta, não entendo de métrica, de rima, de crônicas,  nada disso.   Sou apenas alguém que aprecia a palavra escrita, rabisco de vez em quando, ou melhor, desabafo aqui neste espaço.   Com tantos blogs bem escritos, por gente que entende da coisa e se dedica a isso de verdade, receber este selo foi uma grande surpresa.  Surpresa muito agradável diga se de passagem. E , como não poderia deixar de ser,   também vou presentear os meus favoritos com este selo. 

Aline Menezes – Minha  única amiga blogueira que conheço pessoalmente.  Jornalista, dedicada ao oficio de escrever (e faz isso muito bem), está sempre estudando , buscando conhecimento , se atualizando.  Tem uma percepção aguçada sobre as coisas da vida e transforma isso em textos com muita destreza.  Com certeza vai te fazer pensar, e muitas vezes ficar com a pulga atrás da orelha.  

Junior (Gamella) –   Ah , este menino e o que ele faz com as palavras!!!  Eu adoro seus contos, suas poesias, seu gosto musical e até suas piadas infames de vez em quando.  Este garoto também me lembra Brasília, Renato Russo,  All Star preto de cano alto.  Seus textos me remetem a lembranças adolescentes, da época  de matar aula em baixo dos prédios da Asa Norte com algum garoto arranhando notas de Legião Urbana e Paralamas.

Mônica Montone  (Fina Flor) – Essa tem até livro publicado ( Mulher de minutos).  Poetisa, escritora, cronista , gente de verdade e gente que nos deixa com uma vontade alegre de viver.  Ler seu blog nos faz ver tanta beleza na vida, mesmo com os dissabores que temos de vez em quando.  Se eu fosse criar um selo pra o Blog da Mônica seria “Este blog faz bem a alma”.     

 

Almas Perfumadas

“Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que
a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas
que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra
no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume
que vem de dentro e que a atração que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.

Ana Paula Saldanha Jácomo

Apenas comuns

Ir com calma
Talvez a gente viva e aprenda
Talvez a gente se arrebente e se queime
Talvez você fique, talvez vá embora
Talvez você retorne
Talvez uma outra briga
Talvez a gente não sobreviva
Mas talvez a gente cresça
Nunca saberemos, meu bem, você e eu

Somos apenas pessoas comuns!