”Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma de suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza dos meus princípios. Também a moral é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, você vai ver.”(Gabriel Gracia Marques, no livro “Memória de minhas putas tristes”)
Sempre ouvir dizer que ética vem de berço. No entanto, há um ano atrás quando li a afirmação de que a Moral é uma questão de tempo, passei a pensar melhor a respeito e duvidar do dito popular acima.
Até cansa assistir jornal, uma vez que é sempre a mesma coisa. As mesmas notícias com manchetes diferentes “Mensalão, Operação Navalha, Cheque Mate, Caça Níquel, Gautama” podíamos ter chamado o episódio das cuecas de “operação cuecão”, rs. Nesses últimos dias, também aconteceu mais uma vez a Fraude dos concursos.
As coisas são assim desde que me entendo por gente. Todo mundo já está careca de saber da corrupção desavergonhada que acontece no país, que as políticas por aqui ainda são Pão e Circo, e que somos nós com a tão louvada democracia que entregamos as ovelhas nas mãos dos lobos.
A questão é se ética vem realmente de berço, em que tipo de famílias essas criaturas cresceram, em que escola estudaram, que tipo de valores lhes foram passados, ou se a coisa chegou aonde chegou pelo simples fato da ocasião fazer o ladrão. Quais as motivações por detrás dessas atitudes. Será somente o poder , e pra quê?
Marques, Gabriel Garcia.Memória de minhas putas tristes. Rio de Janeiro. São Paulo: Editora Record, 2005. p. 01.
Helen, voltarei aqui pra comentar o texto acima. Estou correndo por estes dias. Um abração,
Então, bonita, acho que tudo tem a ver com tudo, rs*……. Frase idiota, mas verdadeira.
Tem a ver com genética, tem a ver com índole, personalidade, meio, etc e tal e tem, claro, muuuuito a ver com o poder.
beijos e boa semana,
MM
a tal mudança de percepção é realmente válida no momento atual. Precisamos de uma mudança de foco, observar que o ser humano precisa uns dos outros e que a união produz harmonia e resultados muito efetivos. Chega de pensar em competitividade, a separatividade é uma heresia como se diz no oriente. Precisamos de uma nova consciencia, uma consciencia de união e fraternidade.
sobre seus questões, ainda vivemos em um modelo de educação que nao resgata os valores internos do ser humano. Atolamos os individuos de informaçoes. Colocamos as armas nas mãos de crianças. Mudar nosso estilo emver as coisas, quem sabe pode ser um caminho.
um abraço.
Oi Helen!!
Adorei o blog!! Ficou ótimo!!
Eu criei um “Minhas Versões” aqui no worpress também, há uns meses atras, mas não tive muita chance de mexer nele, então… já viu… continuo no blogspot…
Bjinhos!!
Como prometi, vim comentar este post. Neste momento, não consigo pensar somente em questão de “ser ou não de berço”. Para mim, desonestidade (falta de ética) tem a ver com tudo: família, postura diante da vida, meio social, cultura, psiqué… Não consigo ver as coisas separadas. Conheço gente desonesta de família honesta. Assim como conheço gente honesta de família desonesta. No Brasil (no sentido de “espírito de nação”), vejo como as pessoas dão um jeito pra tudo. Até mesmo nas “pequenas” coisas, o brasileiro tenta levar vantangem. Daí, pergunto: isso é coisa de “brasileiro” ou é coisa do “ser humano”? Aposto que é de “brasileiro”. Conheço gente honesta (no sentido de ser ético, ter uma postura honesta diante dos outros) que acha normal uma pessoa, QUE NÃO É ESTUDANTE, possuir “carteirinha de estudante” (ou seja, uma carteirinha falsificada). Pessoas que aprovam essa atitude argumentam da seguinte forma: “Aqui em Brasília, por exemplo, tudo é um absurdo de caro; os shows são caros; o cinema é caro; o transporte é caro. Os políticos são desonestos, então, por que não podemos pagar meia? Não estamos roubando nada de ninguém. Só estamos nos recusando a pagar o absurdo que se pede.” Eu, em particular, fico indignada de ver como pessoas íntegras abrem concessão para coisas ilegais com o argumento de que os políticos não prestam, portanto, “dos males, o menor”. A justificativa pode até fazer algum sentido, afinal, não suportamos mais tanta corrupção. Porém, se queremos ver algo mudar neste país, não é com “concessões ilegais e pequenas” que vamos mudá-lo. Pelo contrário, dessa forma, alimentamos o vício do “jeitinho brasileiro” e dos políticos corruptos. Durante toda a minha vida, sempre me pautei por ser honesta, por tomar atitudes segundo a minha consciência (na minha opinião, a consciência é o grande árbitro da vida). Por valorizar a honestidade nas pequenas coisas. Essa é a minha postura diante da vida. Isso não significa que eu seja perfeita (até pq se eu estivesse dizendo isso vcs poderiam me internar, pois seria doentio de minha parte). Para mim, o mais importante de tudo é desenvolvermos em nós um processo de verdade (e não me venham com o papo de que “verdade” é algo relativo); de não querer levar vantagem em tudo; de não se submeter ao “jeitinho brasileiro”… Chamem-me de idiota, de fresca, de ingênua, do que for. Continuarei acreditando que é assim que tem que ser! bjs, Aline